
08 de Agosto de 2008,é dada a largada! Começa a busca pela superação, pela realização de um sonho, pela vitória, enfim começa a busca pelo metal mais valioso, o tal do ouro!
Milhares de pessoas competindo em busca de um mesmo ideal, porém antes de qualquer coisa é bom lembrar que em uma competição só um lado leva a melhor, e que para um possa vencer obviamente o outro terá que perder.
E nessas horas não adianta só ficar apontando os erros e muito menos tentar o consolo naquela frase conhecida, “Para nós a prata vale o Ouro”, “Para nós o Bronze tem gostinho de Ouro”. Nada disso, a prata vale prata, o ouro vale ouro e o bronze vale bronze. E cada uma tem seu significado, por mais que a tristeza em não chegar ao ponto mais alto do pódio seja grande, a consciência de que se doou o Maximo, de que força de vontade não faltou é o que tem que prevalecer. Afinal perder não é vergonha nenhuma, vergonha é não tentar por medo de perder, ou de errar!
Depois, o que nos resta é achar qual foi o erro tático ou psicológico e trabalhar em cima dele, pra que da próxima vez a Prata fique com aqueles que hoje dariam de tudo para tê-la, então chegarmos ao brilho dourado.
Nessas olimpíadas ganhamos e perdemos como qualquer um, afinal de contas nenhum competidor que foi até Pequim estava programado como um robô pra vencer.
Nossos atletas são seres humanos, que acertam, erram, choram, sorriem,caem, levantam, brigam, amam. São pessoas de verdade que mesmo tendo o apoio de um país inteiro nem sempre conseguem superar aqueles que se saem melhor.
Ganhou o Ouro? Parabéns
Ganhou a Prata? Parabéns
Ganhou o Bronze? Parabéns
De alguma maneira uma marca do nosso país ficou por lá.
Nós que aqui torcemos só temos que agradecer, cada gol, cada salto em geral, cada remada, cada corrida, cada ippon, cada braçada, cada pirueta, cada chute, cada levantada de bola, cada saque, e a cada “Gibaaaaaaa Nelesssss” que ouvimos.
Vocês são verdadeiros heróis só em vestir nossa camisa e tentar de todas as formas honrá-la.
Se hoje não foi possível completar todo o sonho, algum motivo existe, um motivo que agora não sabemos explicar direito, mas que com certeza saberemos daqui a quatro anos, quando sentirmos mais uma vez o arrepio e o nó na garganta ao ouvirmos o tão sonhado “... dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada Brasil”.
Dayene Brugiolo